Luísa de Bragança
Lisboa, 9 jan. de 1679 – Évora, 23 dez. de 1732
6 fatos1 fonte
Fatos e suas fontes
- Nasceu9 jan. de 1679, Lisboanão verificada1 fonte
- Faleceu23 dez. de 1732, Évoranão verificada1 fonte
Uma vida no tempo
9 jan. de 1679
Nasce em Lisboa
23 dez. de 1732
Morre em Évora, aos 53 anos
Família
Ver a árvoreDurante a vida dela
Ela viveu 7 décadas. Escolha uma para ouvir e ver como era a vida em Lisboa.
História geral, não um registro sobre a família: cada item diz de onde vem.
Os anos 1670 · Luísa nasce em Lisboa
Quem governava
- Afonso VI de Portugal(abre em uma nova aba)
monarca de Portugal, 1656–1683 · Reino de Portugal
Como se viajava
Caos de trânsito nas ruas de Lisboa
Em Lisboa, no final do século XVII, os coches eram artigos de luxo que causavam congestionamentos severos nas ruas medievais estreitas, provocando disputas violentas entre passageiros da elite. Devido ao seu tamanho e à topografia da cidade, as liteiras e cadeirinhas continuaram a ser o meio de transporte preferido da nobreza.
Quanto custava
Níveis de vida em queda nos anos 1600
Durante o século XVII, os níveis de vida tanto de trabalhadores qualificados como indiferenciados em cidades como Lisboa e Coimbra caíram, colocando Portugal entre os países europeus com níveis de vida em declínio na época.
Como as pessoas se vestiam
Ostentação de estatuto nos guarda-roupas mercantis
Durante este período, os mercadores selecionavam cuidadosamente os seus guarda-roupas para projetar estatuto, documentando frequentemente peças caras como vestidos de seda ou calções de veludo nos seus inventários, enquanto omitiam o vestuário diário comum. Símbolos de riqueza e posição social incluíam peças como uma capa feminina de cor encarnada avaliada em 12.000 réis ou um fato de pano fino custando 10.000 réis.
Dia a dia
A Casa Rural e a Lareira Polivalente
Nas casas rurais, a lareira era o polo aglutinador das vivências do quotidiano, servindo para cozinhar, descansar e conviver, frequentemente num piso térreo de terra batida. As habitações eram muitas vezes unicelulares, com mobiliário multifuncional, como mesas que serviam tanto para comer como para sentar.
Trabalho
Trabalho agrícola o ano todo sem descanso
A agricultura era a ocupação principal, com os lavradores trabalhando o ano todo sem descanso para enxertar árvores, semear hortaliças como alho e cebola, e ceifar trigo, cevada e frutos. O trabalho agrícola era estritamente ditado pelas estações, pelo clima e pelas fases da lua para garantir a sobrevivência e cumprir obrigações tributárias.
Música
Música de dança doméstica para amadores
Amadores abastados em contextos domésticos tocavam música de dança de estilo francês, adaptada para instrumentos como o teclado, guitarra, alaúde e harpa. Estes arranjos eram frequentemente facilitados pela circulação de partituras simplificadas.
À mesa
O bacalhau como alimento básico
Durante o final do século XVII, as famílias portuguesas comuns dependiam do bacalhau seco e salgado como uma fonte essencial e acessível de proteína, especialmente durante períodos religiosos de abstinência como a Quaresma. O bacalhau era valorizado pelos pobres porque era totalmente aproveitado — do lombo à língua — tornando-o económico e duradouro na cozinha.